segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Flamengo salva o Rio


Em um fim de semana que tinha tudo para ser desastroso para os clubes do Rio, a vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre Sport proporcionou o único motivo de comemoração para futebol carioca.

Na sexta-feira (28), a atuação pavorosa do Botafogo pela Série B deu a ela ares de dia 13. A derrota por 2 a 1 diante do CRB foi uma prévia do que seria o fim de semana de futebol para os clubes cariocas. Sofrendo dois gols logo nos primeiros 25 minutos de jogo, o time alvinegro chegou a esboçar uma reação com Neílton, ao diminuir o placar ainda no primeiro tempo. Mas foi só. No segundo tempo, mesmo atuando com um jogador a mais a partir dos 30 minutos, a equipe carioca foi totalmente dominada pela equipe alagoana, que sempre esteve mais perto de ampliar o placar do que o Botafogo de conseguir o empate.
Nos embalos de sábado à noite, o Vasco sofreu um gol ao apagar das luzes da partida contra o Figueirense no Maracanã, acumulando a sexta partida seguida sem marcar um gol sequer e a quarta derrotada consecutiva, fazendo com que seu número de derrotas supere o número de pontos conquistados pelo time no campeonato (13 contra 14), se afundando cada vez mais na lanterna do campeonato.
No domingo, também no Maracanã, com a derrota para o vice-líder Atlético-MG, o Fluminense manteve a sequência de insucessos cariocas no fim de semana.
Porém o gol de Everton pelo Flamengo logo no início da partida contra o Sport deu trégua à depressão de domingo. Após abrir o placar aos 4 minutos, o rubro-negro carioca teve sua tarefa facilitada quando aos 23 minutos do primeiro do tempo, o lateral-direito da equipe pernambucana Samuel Xavier é expulso ao atingir Alan Patrick de maneira violenta. Desde então a equipe carioca controlou a partida e obteve a vitória sem maiores problemas, aplicando a primeira derrota do Sport dentro de casa no campeonato e alcançando a nona colocação na tabela, ficando a apenas 4 pontos do G4.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Que atire a primeira pedra...


Atos de “justiça com as próprias mãos” vêm se sucedendo já há algum tempo, fundamentados pela asserção de que delinquência é opcional, ignorando a questão da sobrevivência.

Pois bem, não gosto de trabalhar com hipóteses. Mas foi a melhor maneira que encontrei de retratar minha concepção.

Paremos pra pensar...

Essa premissa se sustenta no caso de uma criança que a vida obrigou a se virar sozinha desde muito cedo, por ter sido abandonada ou por ter perdido os pais?

Será citado um ou outro caso de superação, mas exceções não podem ser tratadas como regra. E convenhamos que nestes casos, são encontradas dificuldades que estão fora da realidade da maioria das pessoas que apoiam e praticam essas ações.

Só estando na pele para saber se é possível se manter pacífico e inerte quando a vida nos obriga a enfrentar obstáculos árduos na luta pela sobrevivência.

Fica fácil formar opiniões e emiti-las por meio de iPhones e deitados em quartos com ar-condicionado,  sem antes lembrar que existem pessoas que não possuem ao menos privadas para fazerem suas necessidades fisiológicas em seus “domicílios”,  e outras que nem domicílio possuem.

Apoiando “justiceiros” que executam seus atos de “justiça” de maneira seletiva, concentrando seus procedimentos exclusivamente contra pobres e negros, “esquecendo”, por exemplo de políticos corruptos que constituem a parcela da população de maior responsabilidade pela criminalidade do país.

E em muitas vezes “esquecendo” até de suas próprias responsabilidades, como no caso do grupo de “justiçamento” que amarrou um adolescente a um poste no Aterro do Flamengo no final de janeiro do ano passado e passaram a agredir o rapaz, apontado como autor de furtos na região. Pouco tempo após a este ato, integrantes do grupo foram presos sob acusações de tráfico e uso de drogas, estupro, furto e ameaça.

Pois como diz o velho ditado: “quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra”.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A Hipocrisia Convencional da Cultura de Massa


Recentemente, o apresentador e jornalista Zeca Camargo revoltou músicos do gênero ‘Sertanejo Universitário’, após dar uma declaração dizendo que eles são fenômenos que "empobrecem" a cultura brasileira.

Revolta da qual não compreendida por mim...

Cantores de sertanejo universitário não fazem músicas de apelo comercial?

Em outras palavras, não fazem músicas que tem por objetivo único e exclusivo de ‘vender’?

Realmente a hipocrisia está presente em todos os setores e classes. E além da hipocrisia, há também o desconhecimento.

Muitos desses músicos devem desconhecer o campo estético da Cultura de Massa, que ao contrário da Cultura Popular e da Cultura Erudita, não preza pela espontaneidade e percebe a cultura e a arte como mercadoria e fonte de lucro, mas incorpora seus atributos, banalizando-os e esvaziando-os de seu conteúdo original, pois valoriza somente os aspectos que caem no gosto da massa e possuem potencial para lucro, oprimindo assim, outras manifestações culturais que vão perdendo espaço e legitimação social paulatinamente.

A Cultura de Massa foi criada e produzida pela mídia com um objetivo específico, atingir a massa, transformando-os em produtos para o consumo, estando sempre ligada ao poder econômico do capital industrial e financeiro.

A Indústria Cultural transforma cultura e arte em produto, seguindo a lógica do sistema capitalista, sendo o instrumento que processa os “produtos” culturais em grande escala, em série industrial.

Esta cultura de entretenimento é hipnotizante, entorpecente, indutiva. Ela é introjetada no ser humano de tal forma, que se torna quase inevitável o seu consumo, principalmente se a massa não tem o seu olhar e a sua sensibilidade educados de forma apropriada, e o acesso indispensável à multiplicidade cultural e pedagógica.

A verdade dói, mas liberta.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Eduardo Cunha, privatizações e o colapso do sistema penitenciário



A CPI do Sistema Carcerário na Câmara pode aprovar a privatização das penitenciárias. Seus defensores creem que a redução da maioridade penal e a carência de recursos públicos para a construção de novas unidades ajudarão.

Hoje um preso custa cerca de 1.300 reais mensais aos cofres públicos. Em contratos de privatização de penitenciárias já firmados (como em Minas Gerais) ou nos que ainda ainda serão assinados (por exemplo, São Paulo) o valor estimado de repasse para a empresa que vai gerir o sistema é de 2.700 reais mensais por detento. Ou seja, em um presídio com 10.500 detentos, o Estado vai entregar para uma única empresa (ou consórcio) cerca de 28,3 milhões de reais por mês.

Quem ganha com isso?

Os políticos, que terão sua campanhas eleitorais bancadas por esses empresários.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, campeão de arrecadação, gastou 6,4 milhões de reais para reeleger-se, propôs a inclusão da doação de empresas privadas a partidos políticos na Constituição Federal e a redução da maioridade penal.

O sistema carcerário brasileiro tende a se transformar em um enorme negócio.

No ano passado, após deixar para trás a Rússia, o Brasil se tornou detentor da terceira maior população carcerária do mundo, composta em sua esmagadora maioria por negros e pobres.

Não se espante se em um futuro próximo, aparecermos no topo do ranking.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Malafaia e a ‘moralidade’


No ano passado, mais precisamente no período que antecedeu as eleições, um fato me chamou atenção. O Pastor Silas Malafaia se referia à legalização da maconha e ao casamento homoafetivo como ‘lixo moral’, durante a propaganda eleitoral de candidatos apoiados por ele.

Por se tratar de época de eleições, havia muitos temas relevantes e acabei não tocando no assunto. Porém, devido a recente polêmica envolvendo o pastor e o jornalista Ricardo Boechat, me fez vir à tona novamente a tal declaração, e refletir:

Um ser que se tornou milionário à custa da exploração da boa fé de milhões de pessoas desfavorecidas financeiramente.

Um ser que se utilizada da figura de líder religioso para lançar uma campanha chamada “Clube do Um Milhão de Almas”, que pretende levantar U$$ 500 milhões (R$ 1 bilhão) para a sua igreja, a fim de criar uma rede de televisão global, que seria transmitida em 157 países.

Um líder religioso que ao invés de exercer seu papel que seria o de propagar a paz, o amor, o respeito e a união. Pelo contrário incita a segregação e o ódio ao clamar para a Igreja Católica “entrar de pau e baixar o porrete em cima dos gays” e atacando pessoas com palavras de baixo calão como “otário” e “idiota”.

Um líder religioso capaz de chamar a jornalista da revista Época Elaine Brum de vagabunda, apenas por discordar de um artigo onde ela relatava a intolerância vivida por pessoas ateias no Brasil.

Um ser desse ‘nível' é digno de se pronunciar sobre ‘moralidade’?

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Exposição de comemoração dos 450 anos do Rio mostra uma cidade redescoberta


Neste ano a cidade do Rio de Janeiro completou 450 anos, e o Museu de Arte do Rio presta sua homenagem através de diversas exposições com destaque para a belíssima Kurt Klagsburnn, um fotógrafo humanista no Rio (1940 – 1960).

Os curadores Marta Klagsbrunn, Marcia Mello, Paulo Herkenhoff e Susane Worcman, fazem um panorama da obra do fotógrafo austríaco de ascendência judaica, Kurt Klagsbrunn. A exposição conseguiu capturar as mudanças do país nas décadas de 1940 até 1960. Kurt revela o papel da aristocracia carioca assim como dos empregados e da classe popular dessa época. Além de um olhar delicado desses tipos, Kurt também fotografa as mudanças urbanísticas do Brasil, a construção de Brasília e as mudanças e construções no Brasil, tudo isso acompanhado de legendas bastantes esclarecedoras, apesar das fotos falarem por si só.

Kurt Klagsburnn foi um fotógrafo dos fotógrafos. Além de fazer muitos auto-retratos, também era especialista em fotografar outros fotógrafos. A exposição demonstra essa sua característica específica no mundo da fotografia, além de exibir uma “timeline” com a história e evolução da fotografia através de imagens, câmeras fotográficas e até disponibiliza uma interessantíssima demonstração obsoleta de revelação de fotos. Adicionalmente, são apresentados detalhes da técnica fotográfica da época com explicação sobre os processos de revelação, fixação e ampliação, além de máquinas fotográficas antigas como a Rolleiflex, Hasselblad, Leica e Zeiss, entre outras.


Mas o prato principal da exposição é a cidade do Rio de Janeiro, como o título já evidencia. A câmera de Kurt registrou de forma bastante peculiar os problemas urbanísticos e as transformações radicais da cidade, que indicam que o Rio é a cidade mais singular em termos de integração entre engenharia, paisagem e urbanismo contraditório. Uma vasta obra capaz de captar todas as singularidades da sociedade carioca daquele período – seus símbolos e contradições, diferenças e transformações, cruzamentos de classes e culturas.


Porém a exposição possui um viés político bastante acentuado devido a vida do fotógrafo. Nascido em Viena, na Áustria em 1918, mas com a ascensão do nazismo, foi obrigado a abandonar os estudos de medicina e deixar Viena para seguir rumo a Lisboa, via Roterdã, com seus pais e o irmão em 1938. Chegou ao Brasil em 1939 e descobriu aqui sua paixão pela fotografia. Kurt também registrou o processo do fim da guerra contra o nazismo, quando forças democráticas se articulavam contra a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas. As diversas lutas incluíam a anistia dos presos políticos submetidos às forças varguistas, o fim da ditadura e a convocação de uma constituinte para a redemocratização, com isso o voto e a diversidade dos partidos foram valorizados. Ele também foi fotógrafo do Partido Comunista e retratou Luís Carlos Prestes recém-saído da prisão. Documentou o retorno dos exilados, a luta da União Nacional dos Estudantes (UNE) e a participação da sociedade civil.


A exposição traz cerca de 200 fotografias do artista austríaco realizadas no Rio de Janeiro, uma mostra de um total estimado em mais de 100 mil registros feitos por ele na cidade. Personalidades internacionais e nacionais de passagem pela cidade como o cineasta Orson Welles, o músico Luiz Gonzaga e o arquiteto Oscar Niemeyer também foram captados pela lente de Kangsbrunn.

Caso você seja um amante da boa fotografia ou apenas deseja uma gostosa viagem no tempo para entender melhor a história do Rio, a exposição estará até o dia 09/08 no Museu de Arte do Rio (Praça Mauá, 5 – Centro | Rio de Janeiro – RJ).

domingo, 17 de maio de 2015

Árdua Missão


Prevejo um Campeonato Brasileiro da Série A bem espinhoso para os clubes cariocas.

Principalmente para o Vasco.

O Campeonato Carioca é ilusório! O empate conquistado aos “trancos e barrancos” frente ao Cuiabá pela Copa do Brasil e os resultados iniciais no Campeonato Brasileiro já comprovam tal fato.

Para piorar, o clube efetuou péssimas contratações após a conquista do título estadual. Diguinho e Julio César pouco acrescentarão à equipe cruzmaltina.

Se a diretoria não for ao mercado, a parte inferior da tabela será rotina nesse Brasileirão.

Pelo lado do Fluminense, dificuldades maiores já eram esperadas para este ano.

Após o rompimento com a parceira milionária Unimed, o clube está tendo que se readaptar a um orçamento bem mais reduzido em seu departamento de futebol.

Porém, ainda foi possível manter peças importantes, como Fred, Jean e Diego Cavalieri. Além de contar com os frutos que sua base forte lhe proporciona, como Kennedy, Gerson e Marlon.

Pensar em título é utopia, isso ficou claro na dura derrota por 4 x 1 sofrida hoje para a equipe do Atlético-MG. Mas o desempenho da equipe no Brasileirão dependerá da evolução desses jovens promissores ao longo do campeonato.

Já o Flamengo, entre os clubes do Rio, é o que tem condições de deter maiores aspirações neste Brasileirão.

O clube já possuía o melhor elenco do estado, e ainda acertou a contratação do excelente colombiano Armero.

Caso consiga contratar o “camisa 10” que tanto almeja, terá possibilidade de brigar na parte de cima da tabela.

E levando em consideração o duro Campeonato Brasileiro da Série A que está se configurando para os clubes cariocas. O Botafogo começa até a olhar com bons olhos o fato de estar disputando a Série B.

abs,