sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Nada Mudou
O futebol carioca iniciou o ano de 2015 com um clube na Série B, outro emergindo dela e sem nenhum na Libertadores... Resumindo: já era esperado um árduo caminho ao longo da temporada dos clubes do Rio.
Com o rompimento da poderosa parceria com a Unimed, o Fluminense já não possuía mais o poder aquisitivo de anos anteriores e precisou fazer apostas, recorrendo às categorias de base.
Desde o início da temporada, o Flamengo foi o clube que mais investiu, e mesmo assim não emplacou.
E o Campeonato Estadual já serviu como prévia, ao se consagrarem como as melhores equipes da competição, o rebaixado Botafogo e o emergente Vasco, que acabara por conquistar o título, o que por sinal fez muito mal à equipe cruzmaltina.
O título estadual iludiu a turma da colina! A diretoria do clube considerou que o “Carioquinha” poderia servir como parâmetro para o “Brasileirão”, achou que a base do time campeão carioca faria boa campanha no Campeonato Brasileiro e agiu com extrema lentidão e atraso para reforçar o elenco. Quando o fez já era tarde demais, não conseguindo evitar o terceiro rebaixamento do clube em oito anos.
O Botafogo, ao menos, conquistou seu acesso sem maiores problemas. Apesar de não apresentar um futebol empolgante, a equipe alvinegra sobrou durante a maior parte do campeonato, conquistando seu acesso com três rodadas de antecedência e o título com uma rodada antes do término da disputa da Série B.
E o mais desalentador, é que no geral, o futebol carioca permaneceu estagnado neste ano. O cenário futebolístico da cidade maravilhosa iniciará 2016 praticamente da mesma forma que iniciou 2015. Nada mudou...
abs,
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Sessão Retrô: O Quarto Poder (Mad City)
O eixo central do longa-metragem gira em torno do cruzamento entre as vidas de um repórter decadente e ansioso para voltar ao topo em sua carreira e um segurança recém-demitido de um museu. A oportunidade para Max Brackett (Dustin Hoffman) conseguir um furo perfeito para voltar ao seu apse surge quando do banheiro do museu onde ele iria gravar uma matéria de pouca relevância, vê Sam Baily (John Travolta), fazendo sua ex-chefe e crianças de reféns na tentativa de recuperar seu emprego.
Após Sam atirar acidentalmente em um segurança, seu ex-companheiro de profissão. Brackett como jornalista calejado que é, toma parte no controle da situação e transforma a impensada atitude de Sam em um show de TV. E por ser uma pessoa de fácil manipulação, Sam fez o que lhe foi recomendado pelo jornalista.
Após Sam atirar acidentalmente em um segurança, seu ex-companheiro de profissão. Brackett como jornalista calejado que é, toma parte no controle da situação e transforma a impensada atitude de Sam em um show de TV. E por ser uma pessoa de fácil manipulação, Sam fez o que lhe foi recomendado pelo jornalista.
Para salvar sua carreira, Brackett usa e abusa do jornalismo sensacionalista no caso. Ele manipula entrevistas com pessoas que conhecem Sam, editando opiniões e falas de acordo com a opinião dele e do que ele pretende fazer com a reportagem. Porém seu desejo é frustrado quando os fatos começam a serem manipulados pela imprensa. A partir daí, Brackett se sensibiliza com a situação em que Sam, uma pessoa ingênua, se encontra e passa a ajudá-lo. O filme também mostra como a massa absorve essa matéria através do poder da mídia de transformar um suposto assassino em herói.
O filme também traz a tona a reflexão de qual é o tamanho do poder de influência da mídia e o que é realmente importante em uma matéria: a veracidade dos fatos ou o impacto que eles vão causar na opinião pública?
Com certeza faz algum tempo que a imprensa deixou de ser apenas uma fonte de informações para ser uma criadora de opinião, um objeto de influência. Não é à toa que recebe o nome de Quarto Poder, depois dos três poderes do Estado democrático (Legislativo, Executivo e Judiciário).
O filme é de extrema importância para estudantes de jornalismo e para aqueles que visam a compreensão do que é o jornalismo sensacionalista. Vertente de uma insensibilidade tamanha, que busca a qualquer custo aumentar a audiência com apelações emotivas, criação de polêmicas, notícias com fatos omitidos. Basicamente quaisquer formas de se obter forte atenção popular, cujos fatos apresentados no filme retratam perfeitamente.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
De volta ao seu habitat natural
Desde a campanha do rebaixamento no ano passado, quando o então
presidente Maurício Assumpção não mediu esforços para colocar o Botafogo
na divisão de acesso do Campeonato Brasileiro, já era evidente que o
Glorioso não é time de Série B.
Mesmo com os salários atrasados, jogadores problemáticos no elenco e
diversas confusões em meio à disputa do campeonato, a equipe vencia
partidas importantes e no peso da camisa conseguia se manter fora do Z4…
Até que o nosso excelentíssimo presidente resolveu nos fazer o
“favor” de afastar nada mais nada menos que quatro dos principais
jogadores do elenco (Sheik, Edílson, Júlio César e Bolívar), e para
completar, o time perdeu Wallyson por contusão, que havia assumido o
papel de artilheiro e protagonista do time após os afastamentos. Aí não
teve camisa que segurasse… Rebaixamento na certa!
Começa 2015, e com o elenco alvinegro desmantelado, clube sem
dinheiro em caixa para contratar e altos rumores de que o retorno à
Série A é inviável, havia aqueles que chegavam a cometer a infâmia de
bradar aos quatro cantos que o Botafogo iria falir ou acabar. Rumores
que logo durante a disputa Taça Guanabara começaram a perder força,
principalmente após a vitória alvinegra sobre o Flamengo diante de um
Maracanã lotado em pleno aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.
Mais tarde, os céticos se surpreenderiam ainda mais ao ver os
desacreditados de General Severiano conquistarem o título da mesma Taça
Guanabara, desbancando o mesmo Flamengo, e logo depois eliminarem o
Tricolor das Laranjeiras de Fred e companhia, na semifinal do Campeonato
Estadual, para disputarem uma final de igual pra igual contra o Vasco,
apesar de deixarem o título escapar.
Vem a Série B, e mesmo com o time sempre se mantendo nas primeiras
posições, devido a perdas de jogadores e oscilações dentro da
competição, as desconfianças perduraram pelo menos até o início do
returno, quando a equipe então deslancha, não dando mais nenhuma margem
para o pessimismo, passando a sobrar no campeonato, conquistando o
acesso com três rodadas de antecedência e na última sexta-feira (20), o
título, ainda restando uma rodada para o final do campeonato.
Todas essas façanhas citadas foram realizadas, salvo algumas
exceções, por atletas de baixo nível técnico, com remuneração estipulada
por um teto salarial bem abaixo da realidade dos outros clubes grandes
do país, porém a armadura que eles usaram nas batalhas é mais conhecida
como “manto alvinegro”, e possui um peso descomunal, capaz de ganhar
jogos praticamente “sozinha”, provando que um clube de camisa tão
importante jamais pode ficar de fora da elite do futebol nacional.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Destinos Adiados
No sábado (07), o Botafogo enfrentou o Criciúma em Santa Catarina para alçar voos mais altos e carimbar seu passaporte para Série A. Porém não contava com os ventos contrários que sopravam.
A decolagem alvinegra começou com três bolas na trave acertadas logo de cara pelo mesmo jogador, Ronaldo, sendo duas delas em uma única finalização. Além do imprevisto causado pela sorte alheia que permitiu o time adversário, mesmo atacando menos que o Alvinegro, chegar ao gol da vitória com Maurinho, que após aproveitar bola mal rebatida pelo goleiro Jefferson, marcou o tento (apenas o segundo assinalado pelo atacante do Criciúma em toda a competição) que adiou o acesso carioca.
Fazendo o caminho inverso do Botafogo, o Vasco enfrentou o Palmeiras ontem (08) no Allianz Parque com as passagens para a Série B já praticamente compradas, mas o jato Cruzmaltino deixou o bimotor alviverde para trás, anulando completamente a equipe palmeirense que em nenhum momento colocou em risco a vitória vascaína. Os gols marcados por Rafael Silva, através de um ataque aéreo, e por Nenê, foram golpes cirúrgicos que atingiram o alvo de forma certeira e aniquilaram a partida.
Com a vitória por 2 a 0, a tripulação vascaína perdeu a lanterna e ganhou uma nova injeção de combustível para encarar as partidas derradeiras do campeonato. Para não realizar pouso na divisão de acesso, o time de precisará vencer três das últimas quatro partidas, a começar pelo confronto contra o líder Corinthians na próxima rodada, partida em que o Timão necessita apenas de uma vitória para sagrar-se campeão brasileiro.
Botafogo e Vasco já parecem estar com seus destinos traçados nesta temporada, aguardando apenas seus vistos para embarcarem nas plataformas, mas os voos que os levarão a seus respectivos paradeiros podem ser turbulentos e com uma boa pitada de emoção até o término da viagem.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
O ensino da língua portuguesa no Brasil
O Brasil possui cerca de 14 milhões de analfabetos e 35 milhões de analfabetos funcionais, pessoas que passaram pela escola, mas não dominam a leitura e a escrita. E o pior, de cada três alunos do Ensino Médio, um não entende o que lê, são milhões de jovens que correm o risco de chegar despreparados ao mercado de trabalho. Ninguém fala o tempo todo segundo a regra culta, mas caberia à escola aceitar outras variantes da língua indiferentes a regra gramatical.
Se a língua escrita para ser compreendida não aceita a falta de regras, é possível escrever direito sem falar em bom português?
O poeta Fernando Pessoa, o patriota da nossa língua, jamais condenou quem se expressava mau ou de forma incorreta, mas declarava seu ódio à página mau escrita e à ortografia errada e explicava porquê: “quem não vê bem uma palavra, não vê bem uma alma”.
A importância da expressão correta da língua falada se deve principalmente à questão da aceitação, tanto em grupos sociais, quanto em lugares ou empregos, sem falar no infortúnio do preconceito linguístico que se pode sofrer.
A utilização ou não da norma culta na oralidade, não influencia diretamente na comunicação, ou seja, não causa ruídos. Na linguagem informal, a informação é receptada da mesma maneira, e dependendo do ambiente e conjuntura, facilita até mais a compreensibilidade.
O não uso da norma culta na língua falada, também não impossibilita seu uso na língua escrita, muitas pessoas escrevem de maneira diferente do que falam. Além disso, existem formas do português do Brasil que são específicas da escrita, como por exemplo: cujo e cuja.
O ensino escolar deve focar na escrita, e ao prezar pela gramática, automaticamente a leitura e a fala são favorecidas. O papel do ensino escolar também inclui o aconselhamento sobre a utilização da norma culta em ocasiões adequadas, como uma entrevista de emprego, entre outras circunstâncias ou locais em que ela for exigida, além do forte incentivo à leitura. Pois como dizia Monteiro Lobato: “quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Dica Cultural: Operações Especiais
A trama do longa-metragem gira em torno de Francis (Cléo Pires), uma jovem que trabalha em um hotel e, visando a melhor remuneração e o status do cargo, presta concurso para a polícia. Aprovada, ela segue para o serviço burocrático e logo é exposta ao fogo cruzado, ao ser escalada para participar de um batalhão enviado para combater uma onda de crimes em uma fictícia cidade no interior do Rio de Janeiro. É lá que precisa lidar não apenas com o bullying de seus colegas de farda, que desconfiam de seu potencial e não acreditam na competência de uma mulher para o trabalho, como enfrentar seus próprios medos ao vivenciar situações de perigo real.
O preconceito contra mulher na atividade policial é um tema pouco abordado no cinema nacional e vem à tona em um momento bastante oportuno, no qual a discussão sobre o papel da mulher na sociedade é pauta de diversos debates.
Há também outras abordagens bem interessantes trazidas pelo filme, a sensível questão da honestidade da polícia, seu impacto perante a sociedade e o importante viés sobre o real interesse em que haja agentes honestos e o fato de policiais recém-ingressados ao ofício serem logo enviados a confrontos contra criminosos, sem antes passar por um período adequado de treinamento para a necessária ambientação às funções do cargo
“Operações Especiais” desempenhou a proeza de inovar na esfera de temas relativamente já “batidos”, como a invasão policial do Complexo do Alemão, entre outros temas de violência urbana.
Assinar:
Postagens (Atom)






Ano novo, vida nova, a esperança sempre se renova. Esse é lema que no momento vem norteando o sentimento dos torcedores de Flamengo, Fluminense e Vasco.
No Fla, as contratações pontuais do lateral-direito Rodinei (ex-Ponte Preta), do experiente zagueiro Juan (ex-Internacional), do volante Willian Arão (ex-Botafogo), do meia argentino Mancuello (ex-Independente) e principalmente a chegada do técnico Muricy Ramalho têm tudo para aprimorar um elenco que já era bom, mas que na temporada passada não deu liga nas mãos de Oswaldo de Oliveira.
O Flu é o clube carioca que mais investiu até o momento. Apesar de ter perdido o ótimo volante Jean para o Palmeiras, o clube das Laranjeiras acertou as contratações do excelente zagueiro Henrique, que estava no Napoli e disputou a última Copa do Mundo pela seleção brasileira, e de Diego Souza, um dos melhores meias em atividade no futebol brasileiro, o que credencia o Tricolor ao posto de melhor time do Rio nesse início de ano.
O Vasco já começou muito bem seu planejamento mantendo o técnico Jorginho, e surpreendeu por conseguir resistir ao assédio de grandes clubes sobre um time que apesar de não evitar o rebaixamento, fez fantástica campanha de recuperação na reta final do Campeonato Brasileiro, incluindo os valorizadíssimos Luan, zagueiro da seleção olímpica, e Nenê, que foi eleito o 'Craque da Galera' do Brasileirão 2015.
Com a manutenção de seus principais jogadores e contando com boas contratações, como a do ótimo lateral-direito Yago Pikachu, que chega à São Januário, oriundo do Paysandu, o Cruz-Maltino tem tudo para ter uma temporada tranquila e atingir com facilidade seu principal objetivo em 2016 que é o acesso à Série A.
E o Botafogo?
Não esqueci do time da Estrela Solitária. Mas na contramão dos outros clubes cariocas, o sentimento que ronda General Severiano nesse início de temporada não é o da esperança, e sim o da preocupação e o da incógnita.
Já era esperada e desejada uma grande debandada no elenco alvinegro, que apesar da conquista da Série B, não inspirava confiança para encarar de maneira competitiva a elite do futebol nacional.
Porém as peças de reposição que foram adquiridas até o momento pelo clube, não atenderam as expectativas de seus torcedores.
Sem dinheiro em caixa, o Glorioso resolveu apostar em jogadores pouco conhecidos do mercado sul-americano e de clubes de menor expressão do futebol brasileiro, gerando um enorme receio e desconfiança na torcida alvinegra.
Ano novo: esperança pra muitos, apreensão pra alguns...
abs,