A peça “Álbum de Família”, em cartaz no Teatro Poeira, em
Botafogo, é uma montagem da obra de Nelson Rodrigues e conta em seu
elenco com meu amigo, Luiz Gustavo Padrão.
Com olhar contemporâneo, o diretor Marcelo Caldas utiliza uma
encenação realista, adotando uma roupagem mais atual, tornando a
peça mais dinâmica e de fácil compreensão.
Os personagens refletem de maneira radical e explícita a
realidade da hipocrisia das chamadas “famílias tradicionais
brasileiras”, em um demagogo jogo de aparências. Luiz Gustavo
interpreta o emblemático primogênito Guilherme, que tem um desejo
incestuoso pela irmã, chegando ao ponto de se castrar para evitar
consumar o ato sexual.
A obra, que completa 60 anos em 2016, foi proibida um ano depois
de sua publicação em 1946 e liberada após 19 anos, curiosamente,
em plena ditadura militar. Retrata uma família que aparenta ser
perfeitamente normal, sob a ótica da moral e dos bons costumes, mas
cuja intimidade no lar é caracterizada por uma rede de sentimentos
complexos, muitas vezes expressados por inveja, paixões incestuosas
e perversões diversas.
"Álbum de Família"
Endereço: Teatro Poeira - Rua São João Batista, 101, Botafogo – RJ
Até 30 de março, todas as terças e quartas, às 21h
Valor: De R$40 a R$ 60 reais (inteira)
Censura: 16 anos
Endereço: Teatro Poeira - Rua São João Batista, 101, Botafogo – RJ
Até 30 de março, todas as terças e quartas, às 21h
Valor: De R$40 a R$ 60 reais (inteira)
Censura: 16 anos






Ano novo, vida nova, a esperança sempre se renova. Esse é lema que no momento vem norteando o sentimento dos torcedores de Flamengo, Fluminense e Vasco.
No Fla, as contratações pontuais do lateral-direito Rodinei (ex-Ponte Preta), do experiente zagueiro Juan (ex-Internacional), do volante Willian Arão (ex-Botafogo), do meia argentino Mancuello (ex-Independente) e principalmente a chegada do técnico Muricy Ramalho têm tudo para aprimorar um elenco que já era bom, mas que na temporada passada não deu liga nas mãos de Oswaldo de Oliveira.
O Flu é o clube carioca que mais investiu até o momento. Apesar de ter perdido o ótimo volante Jean para o Palmeiras, o clube das Laranjeiras acertou as contratações do excelente zagueiro Henrique, que estava no Napoli e disputou a última Copa do Mundo pela seleção brasileira, e de Diego Souza, um dos melhores meias em atividade no futebol brasileiro, o que credencia o Tricolor ao posto de melhor time do Rio nesse início de ano.
O Vasco já começou muito bem seu planejamento mantendo o técnico Jorginho, e surpreendeu por conseguir resistir ao assédio de grandes clubes sobre um time que apesar de não evitar o rebaixamento, fez fantástica campanha de recuperação na reta final do Campeonato Brasileiro, incluindo os valorizadíssimos Luan, zagueiro da seleção olímpica, e Nenê, que foi eleito o 'Craque da Galera' do Brasileirão 2015.
Com a manutenção de seus principais jogadores e contando com boas contratações, como a do ótimo lateral-direito Yago Pikachu, que chega à São Januário, oriundo do Paysandu, o Cruz-Maltino tem tudo para ter uma temporada tranquila e atingir com facilidade seu principal objetivo em 2016 que é o acesso à Série A.
E o Botafogo?
Não esqueci do time da Estrela Solitária. Mas na contramão dos outros clubes cariocas, o sentimento que ronda General Severiano nesse início de temporada não é o da esperança, e sim o da preocupação e o da incógnita.
Já era esperada e desejada uma grande debandada no elenco alvinegro, que apesar da conquista da Série B, não inspirava confiança para encarar de maneira competitiva a elite do futebol nacional.
Porém as peças de reposição que foram adquiridas até o momento pelo clube, não atenderam as expectativas de seus torcedores.
Sem dinheiro em caixa, o Glorioso resolveu apostar em jogadores pouco conhecidos do mercado sul-americano e de clubes de menor expressão do futebol brasileiro, gerando um enorme receio e desconfiança na torcida alvinegra.
Ano novo: esperança pra muitos, apreensão pra alguns...
abs,